Em Alcântara, a direita manifesta mau perder….

Depois de perder as eleições , a ainda Presidente da Junta tem vindo a  mostrar   mau perder, confirmando mais uma vez  o que durante os últimos quatro anos fomos dizendo, (maioria das vezes sozinhos) :  uma senhora   autoritária, com traços profundos de prepotência.

Foi assim em diferentes momentos da sua gestão autárquica e agora em jeito de despedida,  decidiu impedir a conclusão dos trabalhos da Comissão da Assembleia de Freguesia, criada em 21 de Abril, para poder apurar dos factos constantes na carta do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local ( STAL), em que fazia um conjunto de acusações à Presidente da Junta e ao seu executivo.

Até ao dia das eleições autárquicas, em 29 de Setembro,  esta Comissão realizou várias reuniões. De entre elas, reuniu com dois dirigentes do STAL, com a Presidente da Junta e a tesoureira e de forma individual, com quase todos os trabalhadores da Junta.
Após as eleições, e pretendendo concluir o seu trabalho, esta Comissão pretendeu ouvir os três trabalhadores, com quem não foi possível reunir até dia 29 de Setembro. A Presidente  levantou inicialmente várias dificuldades, até que informou que não disponibilizará   estes funcionários para reunirem, remetendo para a futura Assembleia a conclusão dos trabalhos.
Mais grave foi o facto de ter impedido que a Comissão tivesse reunido nas instalações da Junta, no passado dia 17 de Outubro. Ou seja, a 15 de Outubro a senhora Presidente  foi informada por email,  que a Comissão  reuniria na Junta no dia 17, a partir das 17,30 horas. No momento em que se preparavam para entrar nas instalações, a Comissão recebeu uma cópia de um email com data desse dia,  enviado minutos antes, informando do impedimento da  reunião se realizar nas instalações da Junta.
Desta forma a Comissão viu-se impedida de concluir o trabalho ainda no presente mandato.

Queremos acreditar que nos próximos quatro anos, independentemente  do que vier ou não a ser feito pela nova maioria, não será possível descer tão baixo nas práticas que a direita desenvolveu nos ultimos 4 anos, que só foram possíveis com o (estranho) silêncio dos eleitos do  PS, quer no Executivo da Junta, quer na Assembleia de Freguesia. O mesmo PS, que  com muita habilidade, com novos rostos  e com muito investimento, (quer financeiro – pelo numero de panfletos editados e da sua qualidade,  quer politico – visível nas muitas deslocações  que António Costa fez a Alcântara durante a campanha eleitoral, bem como os vereadores da CML  da lista do PS, (que nem sempre se percebeu a qualidade em que estavam na freguesia: se institucional, se eleitoral) , acabou por não ser penalizado na votação, tendo mesmo ganho as eleições em Alcântara e aumentando o numero de eleitos,  de quatro para cinco.
Pode-se  concluir que o eleitorado não associou esta  cumplicidade que o PS estabeleceu com o PSD nestes três anos e meio. Foi mesmo curioso,  em mais que uma vez, termos ouvido os eleitos do PS na Assembleia de Freguesia  sairem em  defesa da Presidente da Junta,  ao mesmo tempo que colocavam   em causa algumas afirmações e denuncias feitas então  por Vítor Sarmento, e que afinal  algumas delas agora se confirmam.

A  campanha eleitoral para as autárquicas  permitiu também confirmar a excessiva partidarização de alguns dirigentes associativos em Alcântara, que em mais que um caso  colaram a sua associação à força politica que publicamente apoiaram. Não é o facto de dar apoio a esta ou aquela força politica que pode ser criticável. O que consideramos ser eticamente criticável é,  de no quadro do exercício das funções associativas , não tratarem por igual todas as forças concorrentes e desta forma  afastaram-se da independência que é exigida ao Movimento Associativo. Um exemplo  foi o facto de ter havido quem tivesse inviabilizado encontros das  direcções das suas associações,  com os candidatos municipais do Bloco de Esquerda.

Naturalmente que não podemos deixar de referir a má prestação  do Jornal “O Comércio de Alcântara”,   no tratamento e abordagem dos assuntos de politica e de cobertura da actividade eleitoral e pré eleitoral, em Alcântara. Pudor,  isenção e ética jornalística foi o que menos existiu por parte dos responsáveis desta publicação, muito visíveis nos ataques e nas insinuações  que fizeram de forma muito sistematizada e direccionada  à candidatura do Move Alcântara e ao seu cabeça de lista. Mas também nas apologias subliminares que foram feitas   em diversos artigos, a uma ou outra candidatura, bem como  no tratamento valorativo que sempre deram á Presidente da Junta , que (felizmente)  acabou por perder as eleições.
Em consequência destas práticas foram apresentadas  queixas  na Comissão Nacional de Eleições e na Entidade Reguladora da Comunicação Social e iremos aguardar as suas conclusões.

Independentemente dos resultados eleitorais do passado dia 29 de Setembro, pela nossa parte,  iremos continuar  atentos, activos e sempre em defesa das legitimas aspirações de quem vive e trabalha em Alcântara e disponíveis para apoiar todas as medidas que venham de encontro ao reforço da participação dos cidadãos na vida autárquica e da melhoria da qualidade de vida na freguesia..

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BE Alcântara
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