“Vencer a crise com o Estado Social e com a democracia” – Manifesto foi lançado ontem

Publicação1O Congresso Democrático da Alternativas e mais 180 pessoas apresentaram ontem ao fim da tarde numa conferência realizada no auditório da Escola Secundária Camões, em Lisboa,  com cerca de 250 participantes ,  um  manifesto  onde se denuncia o empobrecimento dos portugueses, se defende o estado social e se marca uma Conferência sobre o tema, a realizar em 11 de Maio. Este manifesto, que continuará a recolher apoios, apela ainda  à participação cidadã para vencer a crise causada pela desvalorização do trabalho, a perda de direitos , o agravamento das desigualdades e da pobreza  e a acumulação de poder e de riqueza por uma infima minoria.

DSC03789Nesta sessão, moderada pela Manuela Silva, usaram da palavra Boaventura Sousa Santos, que começou por denunciar o excesso de trabalho de algumas profissões, entre quais os  médicos, que chegam a trabalhar 70 horas por semana ( no final do passado ano conhecem-se 2 casos de suicidio). Defendeu que este governo empurra o país para a situação vivida antes do 25 de Abril, destruindo o estado social e solidariedade entre gerações. Defendeu que a nosso luta deva ser a de reinventar o estado social e o socialismo. Defendeu a necessidade de renegociar a divida e aconselhou a leitura atenta do documento da auditoria á divida..

DSC03788Maria Eduarda Gonçalves questionou se para este governo não será mais que o estado social a estar em causa, desconhecendo o seu projecto real para o país. Considerou estar em causa a estrutura do Estado, estando em curso uma revisão constitucional clandestina.
Salientou o facto da maioria das pessoas  associar a democracia ao estado social, o que retira a legitimidade às práticas que estão em curso contra o estado social.

Tiago Gilot, considera que devemos subverter o debate que o governo pretende sobre o Estado, pois já tem uma conclusão prévia, ou seja, à sombra do corte dos 4 mil milhões de euros, pretendem a  mudança  do estado social. Considera que terá que haver um forte combate às manifestações de  desistencia e descrédito em relação ao estado social por parte de muitos jovens.

João Galamba denunciou com diversos exemplos concretos o relatório do FMI e os seus objectivos, que passa  também por ser criado um Estado e serviços publicos para pobres, cobrando politicas de ruptura das classes medias com as classes mais humildes, tentando-as aproximar das classes mais abastadas, para depois lhes fazer pagar a factura, sempre ao das classes ricas.

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BE Alcântara
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