“Fusão do Metro com a Carris visa apenas a privatização destas empresas

João Semedo acusou o Governo de obrigar os portugueses a pagar “mais por um serviço de transportes de pior qualidade” e de promover “um despedimento massivo” nesta empresa.

“Temos vindo a assistir desde que este Governo tomou posse a um aumento sistemático do preço dos bilhetes e também do preço dos passes, ao mesmo tempo que se retiram os passes para as crianças, para os estudantes e para os idosos, isto significa que se paga mais por menos serviço, por um serviço de pior qualidade”, afirmou o deputado bloquista João Semedo, em declarações à Lusa.

Semedo falava aos jornalistas à entrada para uma visita com os deputados Pedro Filipe Soares e Catarina Martins – que a administração da empresa não autorizou que fosse acompanhada pela comunicação social – às oficinas do Metropolitano de Lisboa, no âmbito das Jornadas Parlamentares do Bloco.

O deputado do Bloco salientou que o Orçamento do Estado para 2013 “prevê uma redução de 20 por cento dos trabalhadores” do Metro, o que significa “o despedimento massivo nas empresas de transportes” e considerou que esta medida terá um impacto negativo na economia portuguesa.

“Acabar com o transporte público é mau para a economia, é mau para os trabalhadores das empresas e também é bastante mau para os seus utilizadores”, defendeu.

João Semedo disse ainda que a fusão do Metro com a Carris visa apenas a privatização destas empresas: “No fundo trata-se de durante um período de tempo tornar estas empresas mais apetitosas para facilitar a sua privatização”.

“É um Governo que governa contra o país e contra as pessoas”

“Este é um Governo que se conduz por uma pulsão ideológica que pretende apenas sacrificar a economia pública, acabar com o Estado social, promover o despedimento massivo de muitos portugueses, é um mau Governo, é um Governo que deve ser demitido, é um Governo que governa contra o país e contra as pessoas”, defendeu Semedo.

Já Paulo Alves, da Comissão de Trabalhadores do Metro, disse aos jornalistas que a empresa fez recentemente uma grande redução de efetivos e que um novo corte vai “afetar gravemente a qualidade do serviço”.

“Tínhamos há muito pouco tempo 2700 trabalhadores, conseguimos fazer uma redução do nosso efetivo, através da redefinição de funções, para 1500, que é o efetivo que temos hoje, e apesar disso alargámos muito a nossa rede e temos mais quilómetros de material circulante”, enfatizou.

O responsável salientou ainda que “há muito pouco tempo” o Metro tinha uma oferta “de intervalos de aproximadamente três minutos” que hoje chegam a intervalos “de 20 minutos”.

(este artigo foi extraido do portal  www.esquerda.net )

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BE Alcântara
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